Economia

Com medo de invasão russa, Polônia treina população em técnicas de sobrevivência

O governo polonês lançou o programa "Prontidão", o maior treinamento de defesa civil da história do país, com o objetivo de capacitar cerca de 400 mil cidadãos até o final do ano. As sessões, que abordam desde primeiros socorros até cibersegurança, são abertas a toda a população,

18 de Maio de 2026, 05:00 · Redação InfoMoney · 3 min de leitura

O governo polonês lançou o programa "Prontidão", o maior treinamento de defesa civil da história do país, com o objetivo de capacitar cerca de 400 mil cidadãos até o final do ano. As sessões, que abordam desde primeiros socorros até cibersegurança, são abertas a toda a população, incluindo famílias, estudantes e trabalhadores. A iniciativa surge em um momento de crescente tensão na Europa, com a Rússia demonstrando posturas beligerantes e testando a resiliência da OTAN através de guerras híbridas e campanhas de desinformação. O plano visa preparar a sociedade para cenários de emergência, integrando a segurança nacional às rotinas diárias dos cidadãos.

Este movimento na Polônia reflete um receio crescente na Europa Oriental diante da agressividade russa, intensificada pela guerra na Ucrânia. A estratégia de Putin de testar os limites da OTAN com táticas de "zona cinzenta" — que incluem desinformação, ciberataques e sabotagens — tem levado países vizinhos a reavaliar suas defesas. A Polônia, em particular, tem reagido com vigor, aumentando significativamente seus gastos com defesa e expandindo suas forças armadas. A preparação civil, contudo, apresenta um desafio distinto: como integrar a consciência de segurança em uma sociedade que vive em tempos de paz, sem gerar pânico, mas garantindo que a população esteja minimamente preparada para eventualidades.

Para o empreendedor brasileiro, o cenário polonês, embora distante geograficamente, traz reflexões sobre a importância da resiliência e do planejamento em qualquer tipo de negócio. A ideia de preparar a população para emergências, mesmo que em um contexto de segurança nacional, pode ser transposta para a gestão de riscos empresariais. Um pequeno negócio, por exemplo, precisa estar preparado para imprevistos que afetam a operação, como falhas em sistemas de pagamento, interrupções na cadeia de suprimentos ou até mesmo crises de imagem. A capacitação em primeiros socorros, cibersegurança e preparação para crises, como oferecido na Polônia, pode inspirar empreendedores a buscarem treinamentos similares para si e suas equipes, garantindo a continuidade das atividades mesmo em situações adversas.

Negócios que operam em horários estendidos ou que dependem diretamente da presença física e da estabilidade do ambiente externo seriam mais afetados por cenários de emergência que impactam a mobilidade ou a segurança pública. Pense em restaurantes que funcionam à noite e nos fins de semana, lojas de varejo com horários flexíveis, ou serviços que exigem deslocamento constante, como entregadores ou técnicos de manutenção. A capacidade de adaptação rápida a interrupções na infraestrutura, restrições de circulação ou até mesmo a necessidade de realocar operações para ambientes mais seguros seria crucial para a sobrevivência desses empreendimentos. A preparação para essas contingências, mesmo que em menor escala, é um diferencial competitivo.

Já negócios com menor dependência de infraestrutura física e horários rígidos são menos impactados por emergências que afetam a mobilidade urbana ou a segurança pública. Microempreendedores individuais (MEIs) que atuam no setor de serviços digitais, como designers gráficos, redatores, consultores online ou desenvolvedores de software, por exemplo, já operam em um modelo flexível e muitas vezes remoto. Freelancers que prestam serviços pela internet, ou empresas com modelos de negócio totalmente digitais, como plataformas de e-commerce com logística terceirizada, demonstram uma resiliência intrínseca a esse tipo de evento, pois suas operações podem continuar mesmo com restrições de locomoção ou instabilidade local.

Para o empreendedor brasileiro, o que se observa na Polônia é um sinal de que a preparação e a antecipação são chaves. Fique atento a notícias sobre acordos internacionais de segurança, movimentações geopolíticas que possam impactar cadeias de suprimento globais ou até mesmo a discussão sobre políticas de defesa civil no Brasil. Ações concretas que o empreendedor pode tomar incluem diversificar fornecedores, investir em segurança digital para proteger dados e transações, e criar planos de contingência para diferentes cenários de crise. Acompanhar debates sobre infraestrutura e segurança no país também pode oferecer pistas sobre onde focar os esforços de preparação do seu negócio.

Leia o artigo completo em Redação InfoMoney.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/business/global/com-medo-de-invasao-russa-polonia-treina-populacao-em-tecnicas-de-sobrevivencia/

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